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quinta-feira, 1 de março de 2018

O desafio da Docência Criativa





Estimular a criatividade no cotidiano da sala de aula é um desafio quando nem o currículo nem a própria organização escolar são pensados neste sentido. Mesmo assim, é possível trabalhar de forma que o processo de criação caminhe em paralelo ao conteúdo das disciplinas – favorecendo não só o aprendizado, mas a busca por saídas diferentes.



A criatividade, de fato, é um fenômeno complexo que envolve a neurociência, a psicologia, a filosofia, a estética, a pedagogia, entre outras ciências. No entanto, a criatividade é algo constitutivo, é um traço essencial do ser humano, todos somos criativos em diferentes graus. Todos nós nascemos capazes de simbolizar, de criar.




Uma grande questão é que temos, no jardim de infância, muito espaço para desenvolver a autonomia para a criação. À medida em que avançamos os níveis de ensino, a criatividade vai sendo tolhida pelas exigências de um currículo que ainda é muito conteudista e que, apesar dos largos esforços de torná-lo focado em dimensões de competências, ainda engessa a liberdade criativa.



Na prática, para fazer com que a criatividade seja um elemento presente no dia a dia da sala de aula é necessária uma abordagem em duas frentes: em relação ao professor, que deve estar disposto a encontrar alternativas de ensino e necessita ser bem formado com vistas a organizar bem as estratégias criativas, e em relação ao aluno, que precisa estar sensível aos processos de criação.




A internet e as novas tecnologias têm provocado um outro entendimento de mundo para crianças e adolescentes: o pensamento e a resolução de problemas é mais ágil, mas o conhecimento é muito superficial. O mundo é muito visual, o que demanda mudanças na abordagem do ensino. Além disso, o mercado de trabalho acolhe mais favoravelmente hoje os profissionais criativos. Neste sentido, o Professor necessita ser um propositor de criatividade em sala de aula.



A educação maker, ou a do "faça você mesmo" tem sido uma estratégia amplamente disseminada nos últimos anos nas escolas brasileiras. A robótica educacional, por exemplo, em que o aluno é responsável por encontrar a solução de um problema de maneira criativa, tem contribuído para melhorar o processo de aprendizagem e mostrado que é possível inserir um componente novo à sala de aula.



A Docência Criativa perpassa por múltiplos fatores, mas é fundamental considerar que isto permitirá à escola estar mais conectada com o mundo contemporâneo. Permitir-se à criatividade é estar engajado com as possibilidades de o aluno descobrir o mundo por si mesmo.




Para saber mais, sugiro:

RAABE, A. L. A. et al. Educação criativa: multiplicando experiências para a aprendizagem. Recife: Pipa Comunicação, 2016. 470p. (Série professor criativo, IV).




Boa leitura!
:)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A Pirâmide de Aprendizagem de William Glasser






Você sabia que quando ensinamos, é quando mais aprendemos? Conheça a pirâmide de aprendizagem de William Glasser.


O psiquiatra americano William Glasser (1925-2013) aplicou sua teoria da escolha para a educação. De acordo com esta teoria, o professor é um guia para o aluno e não um chefe .

Glasser explica que não se deve trabalhar apenas com memorização, porque a maioria dos alunos simplesmente esquecem os conceitos após a aula. Em vez disso, o psiquiatra sugere que os alunos aprendem efetivamente com você, fazendo .

Além disso, Glasser também explica o grau de aprendizagem de acordo com a técnica utilizada.

Esta é a pirâmide de aprendizagem:



Fonte: Professora Coruja 

Segundo a teoria nós aprendemos: 


· 10% quando lemos; 

· 20% quando ouvimos; 

· 30% quando observamos; 

· 50% quando vemos e ouvimos; 

· 70% quando discutimos com outros; 

· 80% quando fazemos; 

· 95% quando ensinamos aos outros. 

A teoria de William Glasser vem amplamente sendo divulgada e aplicada para professores e pedagogos mundo afora, é uma das muitas teorias de educação existentes, e uma das mais interessantes, pois ela demonstra que ensinar, é aprender! 

“A boa educação é aquela em que o professor pede para que seus alunos pensem e se dediquem a promover um diálogo para promover a compreensão e o crescimento dos estudantes” (William Glasser) 

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Para começo de conversa...

Nesta fluidez da informação gerada pelas redes sociais e plataformas digitais, todo mundo quer encontrar seu espaço para falar, opinar, criticar, sugerir, relatar e, de vez em quando, ouvir.
Aqui, a ideia é fazer isto também, mas partindo de uma espiral de aprendizagem (Veja Mitchell Resnick e entenderás!), desejamos também brincar, compartilhar e (re) aprender. 
Vamos nos (inter) relacionar por aqui, pelo instagram e por e-mail, se assim preferir, mas não percamos a valiosa oportunidade de nos educar, de aprender, de reaprender. Por isso, meus colegas que aqui chegarem, fica o chamado: "Educa_te!". Seja bem-vindo!

Ei! Quer saber mais sobre a "Espiral da Aprendizagem Criativa", leia: RESNICK, Mitchell, Lifelong Kindergarten Cultivating Creativity through Projects, Passion, Peers, and Play.